sábado, 21 de abril de 2018

Criminalística: Entendendo o mecanismo da Morte


Para nós preparadores, sobreviventes e combatentes urbanos, a vida e a morte são fatores de estrema relevância para nossas preparações. Hoje vamos entender mais como funciona o processo da morte, como o corpo humano reage a determinadas tragédias. Para que possamos entender ainda mais a fragilidade da vida e entender que preparação é coisa séria, e ainda podermos conhecer os limites do corpo humano em sua biologia, pois conhecimento anatomofisiológico também é importante para a preparação do combatente urbano.





Entendendo o mecanismo da Morte 

 
Nessa postagem vamos entender a morte real biologicamente como ocorre. Em 1846, a Academia de Ciências de Paris aceitou que a morte significa a ausência de respiração, de circulação e de batimentos cardíacos. Mas mais de um século depois, outro francês, Paul Brouardel, concluiu que o coração não sustenta a vida sozinho. Uma pessoa decapitada pode ter batimentos cardíacos por uma hora, o que não quer dizer que ela esteja viva.

Quando surgiram os respiradores artificiais nos anos 1950, os critérios para definir o fim da vida ficaram ainda mais confusos. Ficou decidido que ele acontece quando as células do cérebro param totalmente de funcionar e desligam o encéfalo, a parte do sistema nervoso central que controla funções automáticas, como a respiração e a circulação. Geralmente, isso acontece depois de acidentes ou AVCs. A morte cerebral permite a doação de órgãos – já que o resto do corpo continua intacto e imune à dor (embora existam relatos de reações parecidas com às da dor na hora da retirada dos órgãos, como batimentos cardíacos acelerados e pressão alta.) Na teoria, o cérebro é a placa mãe de um computador. Quando ela queima, a máquina não funciona mais, mesmo que todas as outras peças ainda estejam em bom estado.


Na prática, 99% das mortes são atribuídas a parada de atividade cardiorepiratória, e só 1% dos casos tem origem na morte cerebral. Agora vamos imaginar o corpo humano como um computador. O sistema coração-pulmão é a bateria da máquina, que garante o funcionamento das outras peças. Quando essa bateria descarrega, você pode continuar usando o computador ligado à tomada. É o que acontece com grávidas que não têm mais sinais cerebrais, mas que são mantidas “vivas” por aparelhos até dar à luz. De acordo com o americano Dick Teresi, autor do livro The Undeath (Os Não-Vivos), desde 1981, 22 mulheres tiveram bebês estando clinicamente mortas. Seus corpos estavam vivos – mas o cérebro já não os controlava mais.

 Desde 1981, 22 mulheres tiveram bebês mesmo estando clinicamente mortas.

Por isso, para compreender a morte, é preciso entender como trabalha a nossa “bateria”. O coração funciona com estímulos elétricos que provocam a contração (que joga o sangue para frente) e o relaxamento (que o enche novamente). É muito importante que esses movimentos sejam sincronizados. Se o coração bater rápido demais, não dá tempo de enchê-lo totalmente e a quantidade de sangue bombeada para o corpo diminui. Bater devagar demais também não é bom sinal, pelo mesmo motivo: vai faltar sangue para manter as condições vitais. Isso é especialmente perigoso para os pulmões. Sem sangue por lá, eles não levam mais oxigênio para as células. 

Sem oxigênio não há metabolismo e, bem, sem metabolismo as células morrem. Para um médico, a ausência de batimentos cardíacos é uma corrida contra o tempo. “Depois de 8 minutos, a chance é extremamente pequena”, diz o cardiologista Diego Chemello, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Mas a prática é continuar tentando. Em 2012, o jogador de futebol congolês Fabrice Muamba ficou 78 minutos com o coração parado, e até hoje ninguém sabe direito como. O mais provável é que a atividade elétrica do coração dele nunca tenha zerado totalmente e o oxigênio que ele recebeu por aparelhos tenha garantido sua sobrevivência.

Além das batidas irregulares, a parada cardíaca pode ser causada por um infarto, responsável por 70% das mortes súbitas no Brasil. O sangue que chega ao coração pela artéria coronariana vem cheio de glicose, ácidos graxos e sais minerais que controlam a atividade elétrica do músculo. Se essa artéria é obstruída por gordura (o famigerado colesterol), o suprimento de nutrientes é interrompido e acontece uma pane elétrica. De fato, o infarto é um problema elétrico. Por isso que o aparelho preferido dos paramédicos de séries de TV se chama desfibrilador. O impacto do choque é de 200 joules, o suficiente para acender uma lâmpada de 100 watts por dois segundos – e para botar nosso coração no ritmo.

Se o coração parar de bater, a circulação é interrompida na mesma hora. Nos 3 primeiros minutos, a recuperação é quase certa porque o organismo tem reserva de oxigênio e nutrientes (sim, toda a nossa vida só deixa 3 minutos de economias). Mas isso logo acaba e as células param de funcionar. As do cérebro puxam a fila. É nos neurônios que são feitas as reações químicas e elétricas mais complexas do corpo, que mais precisam de oxigênio. Para se ter uma ideia, o tecido cerebral recebe 10 vezes mais sangue que o muscular, que realiza uma função mecânica e bem menos complicada – o movimento. “Depois de 5 minutos, pode haver danos permanentes”, diz o cardiologista Guilherme Fenelon. A consequência pode ser perda da fala ou dos movimentos, por exemplo.

No fim das contas, seu corpo não foi feito para viver para sempre. No fim, o coração vai parar de bater, a respiração vai cessar e, como uma lâmpada, o cérebro vai se apagar. A vida acaba aí. Mas a morte, não. Ela está apenas começando.

Muitas pessoas que tiveram experiências de quase morte relatam ter tido uma experiência fora do corpo.  Mas, como se vê, é apenas o cérebro enganando você em seus momentos finais. Seu cérebro não se fecha tão rapidamente quanto o resto de seu corpo quando você morre;  ainda está funcionando.  Novos estudos descobriram que seu cérebro pode entrar em um "estado hiper de atividade neural perceptual" no momento da morte.  Essencialmente, seu cérebro ainda está projetando imagens.

 A neurologista australiana Cameron Shaw dissecou o cérebro de uma mulher para tentar entender seus últimos momentos.  Ele explicou que os últimos 30 segundos da vida de uma pessoa podem ser divididos em intervalos de 10 segundos.  Em primeiro lugar, o cérebro morre de cima, reivindicando todas as nossas características humanas:

 “Nosso senso de identidade, nosso senso de humor, nossa capacidade de pensar no futuro - tudo isso acontece nos primeiros 10 a 20 segundos.  Então, à medida que a onda de células cerebrais famintas pelo sangue se espalha, nossas memórias e centros de linguagem se encurtam, até que ficamos com apenas um núcleo ”, diz Shaw. 

 De acordo com Shaw, a experiência fora do corpo que algumas pessoas relatam depois de ter uma experiência de quase morte não é real.

 “Eu tinha um instrutor de neurociência que tinha uma experiência fora da linha de quase-morte que eles estavam tentando revivê-lo e ele testemunhou isso como uma pessoa desconectada.  Ele foi trazido de volta e descreveu essa circunstância para os outros, isso é o que eu vi, mas basicamente tudo o que ele disse, nada disso realmente aconteceu.  O cérebro pode criar um mundo visual ao seu redor que se parece com algo próximo da realidade que não é a realidade porque você é realmente cego ”.  

Mas há uma luz no fim do túnel. Você experimenta visão de túnel quando perde sangue para o cérebro, seguido de escuridão imediata.  Quase como um flash de luz branca no final de um túnel.  


Agora vamos ver abaixo alguns cenários com final morte, para saber como o corpo reage a cada uma delas:



a) ESTRANGULAMENTO


No enforcamento, a carótida e a jugular são esmagadas, o que faz com que o fluxo de sangue no cérebro pare. Ao mesmo tempo, a pressão na região pode também afetar o ritmo dos batimentos cardíacos. Ou seja, o estrangulamento para o funcionamento dos dois órgãos mais importantes para a vida: cérebro e coração.


b) FALÊNCIA MÚLTIPLA DE ÓRGÃOS

Uma das principais causas da falência múltipla de órgãos é o choque séptico. Acontece assim: uma infecção que o sistema imunológico não consegue deter causa a dilatação dos vasos sanguíneos. Com os vasos largos, a pressão cai, o coração não se enche mais adequadamente, bate fora do ritmo e os órgãos vitais ficam sem sangue. E adeus mundo cruel.


c) CÂNCER

 
Os tipos mais comuns de câncer (pulmão, mama, colo-retal e estômago, segundo a OMS) matam do mesmo jeito: pela metástase. As células doentes se multiplicam descontroladamente e podem pegar carona no sangue ou no sistema linfático até chegar a outras áreas do corpo, como pulmões, ossos e cérebro. Sufocadas pelas doentes, as células saudáveis deixam de funcionar.


d) AFOGAMENTO


Uma pessoa não consegue ficar com o pulmão vazio por muito tempo, porque ele tenta se encher involuntariamente. Aí a água inalada obstrui a faringe, chega aos alvéolos pulmonares – e falta oxigênio.




e) CARBONIZAÇÃO


É a falta de oxigênio que faz com que uma pessoa morra em um incêndio. Apesar de o fogo queimar os tecidos do corpo – o que também acabaria levando à morte -, a asfixia mata antes.





f) ENVENENAMENTO



Cada veneno age de uma maneira. A morte por cianeto, preferido dos autores de romances policiais, acontece por causa de ligações químicas do veneno com o ferro do sangue, que é essencial para a respiração celular. É o ferro, afinal, que carrega o oxigênio. Sem ele, as células morrem.




g) ACIDENTE


Os acidentes matam pela perda de sangue. Se as feridas forem graves, vai faltar irrigação nos órgãos principais. O coração pode parar de bater porque não consegue se encher mais. “Se a situação não for contornada, a pessoa perderá a consciência por falta de oxigenação no cérebro”, diz o cardiologista Diego Chemello.





Logo o corpo passa por várias transformações após a parada das funções vitais: 


 O começo do fim:




Antes de virar pó, nosso corpo vira um monte de outra coisa

0 minuto


Ao contrário do que diz o clichê, ninguém “cai duro no chão” ao morrer. Como o sistema nervoso não libera mais os neurotransmissores que contraem os músculos, o cadáver fica totalmente flácido.

5 minutos



O corpo deixa de responder a estímulos externos. Não há mais respiração nem batimentos cardíacos.




1 hora

É hora do sangue parar. Primeiro, coagula o conteúdo das veias, por onde o sangue corria mais lentamente. O líquido das artérias segue a gravidade e fica perto do chão, onde a pele fica azulada.

2 horas  (Algor Mortis) Resfriamento


Sem circulação não há metabolismo. Sem metabolismo, não há calor. O corpo, que estava a 36,5°C, começa a se resfriar, 1°C por hora até entrar em equilíbrio com o ambiente.



3 horas - Rigor Mortis



O corpo fica rígido quando as reservas de ATP dos músculos acabam. Quanto mais musculosa for a pessoa, mais reservas de energia ela terá, e mais vai demorar para endurecer.
A primeira parte do corpo que enrijece é o rosto, que tem músculos menores. Depois, endurecem os ombros, braços e tórax.


De 5 a 8 horas - Livor Mortis




Sem oxigênio, as células das paredes dos vasos necrosam e ficam frágeis, principalmente nos capilares dos dedos, que são mais finos. Acontece a hipótese: o sangue sai dos vasos e impregna os tecidos vizinhos.


8 horas



O corpo continua a enrijecer. Os músculos das pernas finalmente se contraem. Por causa disso, os dedos do cadáver podem estar levemente fechados e os joelhos, um pouco dobrados.



12 horas


O corpo é como uma toalha molhada no varal. Depois de um tempo, a água evapora e os tecidos se retraem. Os olhos ficam fundos, os lábios escuros, e pelos e unhas parecem crescer – mas é a pele que se retraiu.

24 horas



Um adulto de 75 quilos pode perder até 1,3 quilo de sua massa nas primeiras 24 horas, graças à evaporação de água (nada dos famosos 23 g que a ficção diz ser o peso da alma). Se o cadáver estiver no calor, ao ar livre, pode ficar seco, como carcaças de animais no deserto.

2 dias



As bactérias continuam a liberar gases, o que faz com que o corpo inche. O cheiro piora por causa da decomposição das proteínas do corpo, e um líquido avermelhado, resultado do rompimento dos alvéolos pulmonares, pode sair pela boca e narinas.



3 dias


O corpo, que até então estava rígido, volta à flacidez. Isso porque os tecidos musculares já estão se decompondo. A ordem é a mesma do endurecimento: primeiro a cabeça, depois braços e tronco e, por fim, as pernas.



Mais de 7 dias



Se o corpo estiver em um ambiente com muita umidade e temperatura alta, a gordura do corpo em decomposição reage com sais do solo (como o potássio) e o cadáver fica macio e escorregadio, como um sabão. 



Fase Coliquativa

 
 

Desintegração de partes moles, redução do volume - deformação liberação dos gases -e Inúmeras larvas




Terceira a quarta semana - Fase Esqueletização



Início terceira a quarta semana término – quatro a seis meses, em média. Em seguida, o corpo começa a desaparecer até sobrarem só os ossos.




5. Calcule quanto tempo de vida você ainda tem



Para muitas pessoas, o número de anos que podemos viver não é determinado somente por nossas ações, mas por uma confluência de fatores que não podemos controlar, em especial a genética. Mas o modo de vida e o ambiente onde se vive podem influenciar – e muito. Clique na figura da morte em baixo, e faça o teste, elaborado com base em dados de um estudo dos cientistas Shino Nemoto e Toren Finkel, publicado na revista americana Nature, e descubra quanto você ainda pode ter de vida:
 



 http://www.mortesubitainc.org/entretenimento/relogio-da-morte






6. Obras indicadas:




Livros:







 




Conclusão




E importantes conhecermos as fragilidades da vida, e que não entendermos que não somos indestrutíveis, e que  somos apenas um sistema metabólico complexo de proteína em processo entrópico, ou seja  com tempo de validade, isso com certeza nos dará uma perceptiva real em nossas preparações, e os perigos de nos prepararmos com maus profissionais, já que não teremos segunda chance. 

Além disso, o conhecimento de como o corpo reage a traumas é de grande importância para nós sobrevivencialista, combatentes e preparadores urbanos. Já que o conhecimento do estudo tanatológico e anatomofisiológico nos trás ainda mais informações útlteis para implementarmos em nosso treinamento conhecendo ainda mais sobre as fraquezas e pontos vulneráveis do corpo humano.




Dúvidas? sugestões? Deixem nos comentários. Se gostaram deem um curtir e compartilhem. E não esqueçam de clicar em um dos anúncios para nos ajudar a continuarmos com nosso trabalho. Muito obrigado.

  

E não esqueça de  visitar nossa biblioteca sobrevivencialista virtual, clicando na imagem abaixo: 


http://centrodeestudomars.blogspot.com.br/p/biblioteca.html


Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

  

Colaboração:

Dr. David S.

 

 

 

domingo, 15 de abril de 2018

Combate Urbano: Matar: Como preparar a mente para combate extremo?


Como preparar a mente para o combate extremo, onde em legitima defesa ou estrito cumprimento de dever legal, devemos matar para nos salvar e salvar aqueles que amamos. Para o combate urbano se preparar apenas fisicamente para o combate extremo não basta, mas psicologicamente uma vez que precisamos otimizar o tempo estimulo resposta em relação aos perigos. A sociedade moderna, or meio de instituições, seja religiosas ou políticas, vendem a cultura do politicamente correto, assim a violência deve ser evitada a qualquer custo, e o ato de matar mesmo de forma legitima é visto como uma coisa reprovável, um crime , um pecado. Mas é possível nos livrar dessa programação instituída pela sociedade .  

O tenente-coronel Dave Grossman do Exército dos EUA, é professor de psicologia de West Point, e um Professor de Ciência Militar, e é um autor americano que se especializou no estudo da psicologia do ato de matar (uma disciplina que ele chama de " killologia "). Ele é atualmente o diretor do Killology Research Group em Jonesboro. E estudou e desenvolveu técnicas para melhor preparar guerreiros (soldados, policiais), para zonas de confrontos, e situações de extremo perigo, para que os operativos se tornassem efetivos mesmo sobre pressão, nesse post vamos fazer uma análise dessas técnicas que são imprescindíveis para o combatente urbano, para poder se livrar do condicionamento da moralidade hipócrita social das ovelhas. (pessoas que aceitaram o papel de vitima e desistiram do papel de protetor de suas famílias).
 



Observação importante: As informações presentes nesta matéria são para o público maior de 18 anos, para fins de conhecimento didático, e treinamento combativo baseado na legítima defesa e estrito comprimento legal que estão em nossa constituição e Código Penal. O uso indevido dessas informações, bem como suas consequências é de responsabilidade única e exclusivamente de quem praticar e desobedecer a lei. Então use o cérebro.



Depois de ler a mensagem acima podem iniciar a leitura do artigo abaixo:





1. O Processo de matar e a sociedade


Nós seres humanos, desde a nosso surgimento matar nunca foi uma opção e sim uma necessidade, para a sobrevivência. Defender território, proteger propriedade, caçar o alimento, proteger a família e  a própria vida. Hoje apesar do avanço tecnológico, e vivermos sob a égide do direito escrito (positivado), e não mais o direito de forma natural, os motivos para matarmos em legitima defesa continuam a serem o mesmo: a proteção de nosso lar, nossa família, nossa vida.

  Há 40.000 anos Homo Sapiens X Homo neanderthalensis; a luta pela sobrevivência da espécie




Os irmãos Dalton criminosos do Velho Oeste americano especializados em roubar bancos e trens.

Lampião e sua quadrilha de criminosos, ladrões e estupradores do povo sofrido do sertão Nordestino.


Nas imagens acima vemos os corpos expostos de criminosos que morreram em confronto com homens da lei, ou como diria Tomas Hobbes, Lobos humanos extremamente violentos que marcaram a história pelo dor e sofrimento de outras pessoas.

Porém como já foi colocado aqui em outras postagens, com a ascensão da igreja, a revolução industrial, e a doutrina surgida da escola de Frankfurt. O filósofo alemão Friedrich Nietzsche, nos mostra em sua obra "A Moral dos Fracos", o domínio dos fracos e consequentemente qualquer atitude viril era condenada pela nova ordem moral dos fracos. Cabendo apenas a Deus (igreja) ou ao Estado (monarcas e políticos) o poder de matar pelo "bem" do povo.


A morte se transformou em uma atitude reprovável, e a arma instrumentos malditos. "Aquele que vive pela espada, morrerá pela espada". E ao longo da história vemos que tais travas morais tiveram seus efeitos. Na Guerra Civil dos EUA, soldados bem treinados dispararam sobre a cabeça do inimigo ou apenas fingiram atirar. Dos 27.000 mosquetes carregadores de focas recuperados em Gettysburg, 90% foram carregados, quase metade com múltiplas cargas, isso não poderia ser inadvertido. Outra evidência foi a baixa taxa de mortes em batalhas cara-a-cara. Como a afirmação de Marshall sobre a Segunda Guerra Mundial, "Secretamente, silenciosamente, esses soldados se viram objetores de consciência que eram incapazes de matar seus semelhantes". Grossman explica que, ao contrário da crença popular, menos de 20% dos fuzileiros atiraram contra o inimigo durante os combates na Segunda Guerra Mundial e nos conflitos anteriores. 


Já comentei em outra postagem sobre uma ocorrência policial,  que  um amigo  policial que trabalha no interior de são Paulo me contou que ele atendeu. Um homem transtornado que tinha visto a esposa ser estuprada em sua frente e de seus filhos por quatro criminosos que entraram calmamente pela porta da frente depois de abrirem o portal. Esse homem narrou na policia, que poderia ter impedido quando os viu abrindo o portão, porém que semanas antes ele havia se desfeito de sua arma na campanha de desarmamento devido um amigo e vizinho muito religioso já o havia aconselhado várias vezes para se livrar daquilo, que era uma coisa que só tinha uma função matar. Ora, foi justamente este pensamento que deixou sua família desprotegida e seus filhos assistiram quatro homens estuprarem sua esposa por horas em sua frente. Os criminosos foram presos mais tarde, o menor preso contou que ele havia passado em frente a residência da família, e viu a esposa lavando um carro. Ele confessou que achou ela "super gostosa" e correu para chamar seus colegas para voltarem e invadir a casa para terem relação sexual com a vítima.

Assim, de um modo geral, as pessoas acham que matam, assim como instrumentos bélicos são coisas moralmente reprováveis. Grossman apresenta os estágios pelos quais uma pessoa passará depois de matar alguém em uma situação de combate:

O primeiro estágio: é "euforia do sobrevivente", que surge como resultado da percepção de que o sobrevivente ainda está vivo. Isto é seguido por uma sensação de remorso (e possível vômito). A felicidade que o sobrevivente sente por estar vivo é difícil de separar da morte da outra parte. Isso pode levar a questões de moralidade e saúde mental ("Acabei de matar e estou feliz com isso. Isso significa que eu gosto de matar?"). 


O estágio final: é o processo prolongado de racionalização, que se torna necessário quando as ações (neste caso, matar) não correspondem aos sistemas de crenças pessoais ("matar é errado"). A crença de Grossman é que, quando esse processo falha, o transtorno de estresse pós-traumático pode ser o resultado. Os assassinos podem ter reações diferentes dependendo de seus níveis de preparação emocional e do contexto da situação.



Dave Grossman nos mostra em seu estudo que se você aceita que os seres humanos têm uma resistência intensa e instintiva a matar outros de sua própria espécie, e se você dedicar meses de treinamento para superar essa resistência, para sistematicamente derrubar essas barreiras e aplicar estresse e autoridade em todos os lugares certos. Com isso seria possível  destruir aquela parte   que grita que matar está errado. O treinamento  para ignorar qualquer sentimento de empatia ao inimigo que ameaça a sua vida e de sua família.


Neste livro, LTC Dave Grossman afirma que a grande maioria das pessoas está extremamente relutante em matar. Concentrando-se principalmente em soldados, ele discute  modernas técnicas de treinamento para desengatar a "captura de segurança", a fim de permitir que os soldados matem.

Nossa capacidade de sustentar logisticamente o combate superou a capacidade do soldado de lidar psicologicamente com o trauma do combate. A combinação de medo a longo prazo, exaustão e horror, juntamente com o fardo de matar e o conhecimento de que alguém os odeia o suficiente para matá-los, leva a uma taxa de 98% de soldados se tornando psiquiatricamente debilitados em certa medida. Para perseverar, os soldados recorrem ao que Grossman chama de "Well of Fortitude", que é preenchido pelo respeito por seus líderes, consideração por seus camaradas, preocupação com sua reputação e uma necessidade de contribuir para o sucesso do grupo).


David Grossman,  inclui militar, polícia, desenvolvimento, socorro e pessoal médico sob o termo  "guerreiros da paz", e acredita que todos os guerreiros da paz devem estudar e dominar o combate como o bombeiro iria estudar e dominar o fogo, para os guerreiros da paz na comunidade na resolução de conflitos. Ou seja, como dia a antiga máxima: "Si vis pacem para bellum",  "Se quer paz prepare-se para a guerra".





2. Respostas Fisiológicas ao Estresse Extremo

 
Existe uma ampla gama de possíveis respostas e experiências metabólicas durante eventos extremos de alto estresse. Foco mais nítido, claridade visual, tempo de câmera lenta, paralisia temporária, dissociação e pensamentos intrusivos podem ocorrer. Quando a dissociação (um distanciamento da realidade física e emocional) ocorre, pode ser uma bandeira vermelha para o início do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Perda de controle da bexiga e intestino durante momentos de intensidade é uma ocorrência comum que raramente é discutida. Grossman usa isso como um exemplo da hesitação que as pessoas têm em discutir respostas naturais ao combate. Mesmo em academias de defesa pessoal vemos pessoas que apesar de procurar pelos cursos, pedem para não participar das aulas de combate, ou ainda não conseguem golpear seus colegas de treino com força, mesmo quando estão sendo machucados, tamanha a programação social da não violência.


O alcance das respostas ao estresse elevado resulta de mudanças no sistema nervoso autônomo, a parte da fisiologia humana responsável pela resposta automática ao estímulo (o sistema nervoso simpático) e a manutenção corporal básica (o sistema nervoso parassimpático). Quando a reação de "luta ou fuga" é acionada, o sistema nervoso simpático começa a interromper coisas como salivação e digestão, enquanto aumenta a produção de epinefrina (adrenalina). Uma vez terminada a ação, é seguida por uma reação parassimpática, o corpo tentando se acalmar. As respostas a isso podem variar dependendo de quão prolongada a violência ou o estresse duraram. Soldados que lutam por horas encontram-se exaustos e adormecem porque queimaram toda a adrenalina. As pessoas que passaram por um breve episódio violento podem se encontrar impossibilitadas de dormir por algum tempo.



O aumento da frequência cardíaca em resposta ao medo está correlacionado com uma deterioração das habilidades motoras e dos sentidos, como visão e audição. Eventualmente, as habilidades cognitivas degradam-se a um ponto que Grossman com a utilização do conceito do semáforo das violência, chama de situação em preto. Ele classifica os níveis de stress em situação de perigo em branco, amarelo, vermelho, cinza e preto, com o branco sendo despreocupado e preto sendo oprimido. Ele acredita que as situações de alta pressão exigem uma condição amarela na qual as habilidades motoras e cognitivas estão funcionando com desempenho máximo. Condição negro é dito quando a frequência cardíaca fica acima de 175 batimentos por minuto devido ao influxo de adrenalina do estresse. Neste ponto, a vasoconstrição, o endurecimento dos vasos sanguíneos, permite menos oxigênio ao cérebro. O cérebro instintivo, o reptiliano, a parte que compartilhamos com os outros animais animais, assume o controle. O pensamento racional sai pela janela.

Durante situações de combate, há uma variedade de distorções perceptivas causadas por mudanças biomecânicas no corpo. "Exclusão auditiva" é quando sons como tiros de armas param de serem ouvidos ou são silenciados. "Visão de túnel" é quando o campo de visão é reduzido, cortando a periferia. Dependendo do ambiente, o corpo pode concentrar sua atenção quase inteiramente no estímulo auditivo ou visual, como é o caso quando a audição se torna mais nítida em situações de pouca luz. A exclusão sensorial também ocorre quando a adrenalina mascara a dor de uma lesão até que o estresse tenha passado.


Outras experiências podem se apresentar, como perda de memória e "fixação tática", durante as quais uma pessoa pode tentar a mesma coisa repetidas vezes, esperando um resultado diferente a cada vez. Existem também distorções de memória. Pessoas que participaram de situações extremas de alto estresse podem se lembrar de eventos incorretamente, acreditando que eles são mais negativos do que realmente eram. Também pode haver um "efeito de piloto automático" durante o qual uma pessoa pode fazer coisas sem pensar. A percepção de distância e profundidade também pode distorcer.

Uma resposta natural ao estresse prolongado é o desejo de comer, embora em momentos de alto estresse, quando um está vermelho ou mais alto, o desejo de comer é extremamente improvável. Da mesma forma, o estresse pode causar um aumento pronunciado ou diminuição nos desejos sexuais. Também é possível que as mulheres parem de menstruar após um incidente particularmente estressante.





3. Psicologia de combate


Como vimos nos tópicos anteriores, o homem comum preso dentro do mundo simbólico institucionalizado (religião, leis, segurança pública, ideologias do politicamente correto) ele renegou o seu direito natural de auto legitima defesa. E se afastou física, emocional e psicologicamente da ideia de pronta resposta extrema a indivíduos que possa em risco a sua vida. Metabolicamente também encontramos o conflito, o corpo devido a descarga adrenergetica o corpo responde de maneira frenética, para estimular o individuo a fugir ou lutar. Mas devido a ilusão de um Estado constituído provedor, o seu instinto o leva a fugir e virar as costas para o perigo, mesmo que isso represente a morte de sua família.




Felizmente para nós preparadores, sobrevivencialistas e combatentes urbanos, que conhecemos a nossa responsabilidade para com nossas vidas e de nossa família, existem formas como bem demonstrou Grossman para acabarmos com essa programação que inibe as ações extremas do guerreiro contra o inimigo. Armas foram desenvolvidas, baseadas nas fraquezas físicas inerentes aos seres humanos, para aumentar a força, a mobilidade, a distância e a proteção do combatente. Assim Grossman dentro de suas teorias e técnicas  na psicologia do  combate extremos consegue tornar a mente mais efetiva em tais situações operativas.

Distância física e mobilidade permitem matar. No entanto, matar à distância também diminui o impacto psicológico no alvo, portanto, a obediência de um inimigo é mais difícil de obter por meio de ataques de longo alcance, como ataques aéreos ou artilharia, embora se deva observar que, segundo Grossman, a pesquisa mostrou a precisão de uma arma influencia diretamente sua potência psicológica.

No entanto, historicamente, muito do assassinato que acontece no campo de batalha ocorre quando um lado está fugindo. Grossman acredita nisso por duas razões: primeiro, a humanidade das vítimas é diminuída quando seus olhos e face não são visíveis, e segundo, que há uma necessidade profunda (como os cães) de perseguir quando um alvo foge.


Fisicamente, é preciso estar livre de fatores estressantes, como desidratação, fome e, principalmente, falta de sono para poder funcionar de maneira eficaz. O treinamento repetitivo, a inoculação de estresse e a respiração tática podem ajudar a evitar ser totalmente ultrapassado pelo estímulo do momento. Após os interrogatórios, os sobreviventes, testemunhas e vítimas podem processar o evento e desvincular as emoções das ações. Exercício físico pode ser usado para queimar hormônios do estresse. Dave Grossman apresenta um argumento convincente de que é importante estar preparado para reconhecer e agir sobre as respostas psicológicas e fisiológicas ao estresse e à violência extremos. Desenvolveu em sua teoria de matar em conflitos extremos, três principais formas de treinar um soldado para o combate mortal:


Dessensibilização e brutalização:


Na imagem acima, na série The Walking Dead, nesta cena   Rick Grimmes não vê os detentos da prisão como pessoas, mas como ameaças que poderiam atacar as mulheres e crianças do se grupo  de sobreviventes, que estavam se abrigando lá.

Distanciamento e negação da humanidade do indivíduos, é a chave para a brutalização e  a perda da sensibilidade moral. Vamos pegar o exemplo acima do homem do sitio que teve sua família atacada. Sabendo o que aconteceu com ele, acontece todos os dias e, a todo momento em nosso país, em todo seu território, sendo 60.000 vítimas de homicidio. Será muito mais fácil para você fazer o seu treinamento tático (tiro, defesa pessoal), se enxerga-los pelo que são, monstros.  Nos manuais de termos sobrevivencialistas vemos o termo zumbis, para designar os predadores urbanos.  E você em seu treino de autodefesa deve vê-los assim. 

Ao contrário da visão humanista marxista do excluído cultural e socialmente, enxergue perigos que possam surgir com a intenção de te matar e destruir tudo que ama pelo que são monstros. Dê a eles a nomenclatura que quiser: Monstros, zumbis, lobos, etc. O importante é definir que não são humanos. Eles não tem emoções e nem códigos de condutas morais, vivem apenas para satisfazer os seus instintos, seja uso de entorpecentes, sexo, viver de ostentação ( corrente de ouro, motos, celulares caros), ou mesmo destaque em seu meio, usando armas, ou  no comandando de uma boca e aterrorizando outros.



Grosman ensina, é mais fácil  atacar o inimigo quando ele é negado sua humanidade básica usando termos como: Kraut, Jap, Dink, Gook, Haji ou Muj. Se o grupo participa da matança, a responsabilidade individual é diminuída. Da mesma forma, um soldado que segue as ordens recebe menos do fardo psicológico de suas ações, deixando um pouco da responsabilidade de sua liderança. Através do distanciamento seja ideológico, cultural, social, o soldado se isola da culpa do assassinato. Até mesmo a distâncias físicas e mecânicas contribuem para a negação da humanização da morte. Um bombardeio matando milhões é menos pessoal do que uma arma de fogo que por sua vez é menos pessoal do que uma faca, que por sua vez é menos pessoal do que um estrangulamento. Então psicologicamente o distanciamento e o fato de não vermos o rosto do inimigo também auxiliam na negação da humanidade.

Além da distância física e mecânica, o distanciamento cultural, moral e social diminui ainda mais a carga psicológica de matar. Os soldados nazistas foram capazes de infligir consistentemente mais 50% de baixas do que sofreram por causa de um programa muito calculado para garantir que eles eram racial e culturalmente superiores. No caso dos judeus, milhões de pessoas  foram desumanizadas e abatidas como gado porque eram responsáveis ​​pelos problemas econômicos alemães e estavam poluindo o pool genético do mestre ariano.  Técnica hoje utilizado pelo grupo terrorista ISIS, veja o vídeo abaixo do abatedouro humano pertencente a esse grupo  onde abatem e processam seres humanos como gados:


Abatedouro humano ISIS, humanos são processados como gado, mortos e pendurados em ganchos.


Enfatizar as diferenças raciais ou étnicas de um inimigo, considerando-o menos inteligente ou humano, e então declarar que sua causa é ilegal ou imoral, capacitará segundo Dave Grossman, enormemente soldados e até mesmo civis a matarem. Assim, a distância e a negação são apenas parcialmente responsáveis. A maior parte desse imenso salto na vontade de matar é atribuída à dessensibilização e a uma combinação de condicionamento clássico e operante, como veremos a seguir.




O condicionamento clássico



O condicionamento clássico (pavloviano) é o sistema de recompensas pelo alto desempenho e a satisfação de ver o alvo cair com cada tiro. O condicionamento clássico é o tipo de condicionamento que o cão de Pavlov recebeu, aprendeu a associar uma coisa a outra: o toque do sino com comida. Daquele ponto em diante, o cão não podia ouvir a campainha sem salivando.




Os japoneses eram mestres em usar o condicionamento clássico com seus soldados. No início Segunda Guerra Mundial, prisioneiros chineses foram colocados de joelhos em uma vala com as mãos encadernado atrás deles. Um por um, jovens soldados japoneses sem sangue tiveram que entrar no Vala e baioneta "seu" prisioneiro até a morte. Essa é uma maneira brutal e horrível de ter que matar outro ser humano. Nas margens, havia um oficial que atiraria no Soldados japoneses se eles não matassem. Nas margens, todos os amigos dos soldados animá-los em sua violência. Depois, os soldados foram tratados com a melhor refeição eles tinham em meses, para o bem, e para as chamadas "garotas de conforto". O resultado? Eles aprenderam associar cometer atos violentos com prazer.

Essa técnica é tão moralmente repreensível que há poucos exemplos dela em moderno treinamento militar dos EUA.



A cena acima, é do filme  Laranja Mecânica o psicopata Alexander Delarge, um assassino em massa, foi amarrado a uma cadeira e forçado a assistir a filmes violentos. Sem que ele soubesse, uma droga foi injetado nele que o deixava nauseado e ele sentou-se e amordaçou e vomitava quando assistia os filmes com imagens violentas. Depois de centenas de repetições, ele começou a associar violência com náuseas e limitou sua capacidade de se envolver em violência. 

Na vida real, foi feito a mesma experiência com soldados americanos, só que com objetivo inverso onde assistiam intermináveis sessões de vídeos de morte real e tortura. Com isso se tornaram combatentes mais objetivos e competentes.

Essa técnica  de violência e ganho pode ser emulado assistindo, filmes violentos do tipo gore, cenas de morte em jornais de noticias policiais, e jogos de vídeo games. Há estudos em abundância conectando o aumento da agressão com a exposição à TV e videogames violentos. Isso por que o cérebro não faz diferença entre o perigo real e o virtual no quesito matar e premio. Dai a necessidade das classificação etária dos jogos.








Condicionamento operante:



O terceiro método usado pelos militares é o condicionamento operante, um procedimento muito poderoso de estímulo-resposta. O conceito de “Condicionamento Operante” foi criado pelo escritor e psicólogo Burrhus Frederic Skinner. Este refere-se ao procedimento através do qual é modelada uma resposta no organismo através de reforço diferencial e aproximações sucessivas. É onde a resposta gera uma consequência e esta consequência afeta a sua probabilidade de ocorrer novamente; se a consequência for reforçadora, aumenta a probabilidade, se for punitiva, além de diminuir a probabilidade de sua ocorrência futura, gera outros efeitos colaterais. Este tipo de comportamento que tem como consequência um estímulo que afete sua frequência é chamado “Comportamento Operante”.






Na imagem acima, os reforços primários - como receber alimento ou ser aliviado de um choque elétrico - são intrinsecamente satisfatórios. Os reforços secundários são aprendidos. Se um rato numa caixa de Skinner aprende que uma luz sinaliza de maneira confiável que a comida está chegando, ele vai se empenhar em acender a luz. Dinheiro, boas notas, são exemplos de reforços secundários, cada um das quais está ligado a recompensas mais básicas.
 


Um exemplo pratico no uso combativo do condicionamento operante é a uso de simuladores de voo para treinar pilotos. Um piloto de linha aérea em treinamento senta na frente de um voo simulador para horas intermináveis ​​e entorpecentes. Quando uma luz de aviso de estímulo particular continua, ele é ensinado a reagir de uma certa maneira. Quando outra luz de advertência acende, reação diferente é necessáriaestímulo-resposta, estímulo-resposta, estímulo-resposta.

A alta taxa de disparos no Vietnã seguiu o treinamento com dessensibilização e condicionamento operante. Silhuetas humanas substituíram alvos de bullseye em exercícios de tiro. Uma resposta reflexiva "tiro rápido" foi cultivada. Com isso equipes de metralhadoras também aumentam a taxa de disparos porque os indivíduos não podem simplesmente fingir que atiraram ou intencionalmente errar.   Em combate aéreo, 1% dos pilotos fizeram mais de 30% das mortes; a maioria dos pilotos de caça nunca abateu um avião, talvez nunca tenha tentado.


No treinamento da força especial  Russa, os Spetsnaz, passam por um treinamento extremamente rigoroso e  pesado, o mais próximo da realidade possível, para que seus membros serem condicionados a resistir a dor,  e fraquezas e combaterem  para concluírem o seu objetivo operacional.


Equipes de metralhadoras também aumentam a taxa de disparos porque os indivíduos não podem simplesmente fingir que atiraram ou intencionalmente errar. 

          Tabela das áreas de treinamento e condicionamento  dos Spetsnaz.



Outro exemplo: Um dia, o piloto está realmente pilotando um jumbo, o avião está caindo e 300 pessoas estão gritando atrás dele. Ele está molhando a almofada do assento e está assustado, mas ele faz a coisa certa. Por quê? Porque ele foi condicionado a responder em um particular caminho para esta situação de crise. Quando as pessoas estão com medo ou com raiva, elas farão o que foram condicionadas a fazer. Nós fazemos isso com crianças em exercícios de incêndio. Quando o alarme de incêndio é acionado, as crianças aprendem a sair da escola de maneira ordenada. Um dia há um incêndio real e eles estão assustados fora de seu juízo, mas eles fazem exatamente o que eles foram condicionados a fazer, e isso salva a vida deles.


Os militares e a comunidade de aplicação da lei fizeram matar um condicionamento resposta. Isso aumentou substancialmente a taxa de disparos no campo de batalha moderno. Enquanto que O treinamento de alvos na Segunda Guerra Mundial usou alvos bullseye, agora os soldados aprendem a atirar em silhuetas realistas, em forma de homem, que surgem em seu campo de visão. Essa é a condicionada estímulo. Os soldados só têm uma fração de segundo para acertar o alvo. O condicionado resposta é atirar no alvo e depois cai. Estímulo-resposta,  soldados ou policiais experimentam centenas de repetições disso, para chegar a perfeição de reação aos estímulos  no momento do combate.


Então quando  soldados estão no campo de batalha, ou policiais estão dando uma batida e alguém aparece com uma arma, reflexivamente eles vão atirar. Segundo estudos graças a esse tipo de condionamento ,  sabemos que 75 a 80 por cento do combate no campo de batalha moderno é o resultado deste tipo se treinamento de estímulo-resposta.

Segundo pesquisas filmes violentos, jogos, noticiários policiais podem auxiliar e muito em nossa resposta objetiva e fria aos estímulos violentos externos.








Grossman fala  do poder dos games no processo mental de estimulo-resposta, devendo os pais tomar cuidado com jogos impróprio para crianças, pois elas estariam aprendendo o mesmo  reflexo condicionado e habilidades motoras dos soldados. E ele nos cita um exemplo que acompanhou de perto:

"Eu era uma testemunha especialista em um caso de assassinato na Carolina do Sul tentando oferecer mitigação para um criança que estava enfrentando a pena de morte. Nós tentamos explicar ao júri que a interação Os videogames haviam condicionado essa criança a atirar com uma arma para matar. Ele colocou centenas de dólares em videogames aprendendo a apontar e disparar, apontar e disparar. Um dia, ele e um Um amigo dele decidiu que seria divertido roubar o mercado rápido local da encruzilhada.

Entraram e ele apontou uma pistola calibre 38 na cabeça do funcionário. O balconista Virou-se para olhá-lo, e o réu disparou reflexivamente de um alcance de cerca de um metro e oitenta.
A bala atingiu o balconista entre os olhos, o que é um tiro bem notável arma nesse intervalo, e matou esse pai de dois filhos. Depois, perguntamos ao garoto o que aconteceu e por que ele fez isso? Isso claramente não fazia parte do plano deles de matar o homem estava sendo filmado em seis direções diferentes. Ele disse: "Eu não sei, foi um erro, isso não deveria acontecer. ”

"Nos mundos militar e policial, a opção certa geralmente é não atirar, mas você nunca, nunca coloque seu quarto naquela máquina de vídeo com a intenção de não fotografar.
Há sempre algum estímulo que o desencadeia. Quando este jovem estava animado, e seu ritmo cardíaco subiu, e a vasoconstrição se instalou, e seu prosencéfalo fechou, ele fez exatamente o que ele estava condicionado a fazer: ele puxou o gatilho reflexivamente, atirando e atirando com precisão, assim como todas as vezes que ele jogou videogames. Este processo de estímulo-resposta é extraordinariamente poderoso e assustador. "

 
Uma das crianças supostamente envolvido em tiroteios em Jonesboro - e eles são apenas as crianças tinham muita experiência em disparar armas reais. O outro filho era um não atirador e, no melhor de nosso conhecimento, quase não tinha experiência em fotografar. Entre eles, as duas crianças dispararam 27 tiros de mais de 100 jardas e atingiram 15 pessoas. Isso é muito notável tiro. Nós nos deparamos muito com essas situações: crianças que nunca pegou uma arma em suas vidas pegar uma arma real e são incrivelmente preciso e eficiente com essa arma. 




4. Se condicionando para situações extremas de autodefesa



Então como vimos acima as três principais técnicas operativas para condicionamento psicológico em situações extremas:

Dessensibilização e brutalização:  É  o distanciamento é a perda da empatia a figura do inimigo, tirando a sua humanidade, criando uma visão de um ser vil e inferior, moralmente, culturalmente.

O condicionamento clássico (pavloviano): é o sistema de recompensas pelo alto desempenho e a satisfação de ver o alvo cair com cada tiro. 

O condicionamento operante (pioneiro de BF Skinner): é usado para converter o disparo em e matar o inimigo em questão de reflexo. O Soldado vê o inimigo, dispara e o inimigo cai exatamente como acontece no alcance do alvo. 


Grossman entrevistou muitos veteranos que afirmam que suas mortes foram em grande parte reflexivas - eles não pensaram até depois do ato já ter sido cometido. Isso representa uma doutrinação militar bem-sucedida para matar em termos de dessensibilização e condicionamento. Nas forças armadas, você é imediatamente confrontado com um modelo: seu sargento de treinamento. Ele personifica violência e agressão. Junto com heróis militares, esse tipo de violência modelos de papel sempre foram usados ​​para influenciar mentes jovens e impressionáveis.  É necessário evitar a negação de que coisas ruins acontecem e, em vez disso, pensar claramente sobre quais ações devem ser tomadas em situações de alta intensidade.

Treinar o mais realista possível é importante. Ações repetidas permitem que o guerreiro aja sem pensar, como se estivesse no "piloto automático". É realmente possível ficar com medo sem palavras. Ensaiando as palavras apropriadas pode impedir que isso aconteça.   Um bom treinamento pode aumentar a confiança e tornar as pessoas menos suscetíveis aos efeitos do estresse extremo e da ansiedade que acompanha o desempenho. Grossman defende o que ele chama de "veteranos de pré-guerra", ou seja, indivíduos que passaram por um treinamento que foi suficientemente estressante para prepará-los para os compromissos da vida real. Durante o treinamento militar e policial, um indivíduo não deve perder. Nos encontros de vida ou morte, a perda equivale à morte, portanto, o treinamento não deve terminar até que o treinando tenha completado quaisquer objetivos que indiquem sobrevivência no teste. Agora veja as dicas que você pode adotar no seu dia a dia para conseguir os objetivos acima:

a. Faça treinamento de autodefesa mais próximo da realidade que encontrará na rua;
 

b. Faça cursos táticos de tiro defensivo, ofensivo, e técnica de progressão tática;
 



c. Jogos de vídeo games de tiro de primeira e terceira pessoa, são comprovadamente estimuladores do condicionamento operativo estimulo-resposta, ja que o cérebro não ve diferença entre o adversário real, e o virtual na resposta instintiva:




d. Assista a telejornais policiais, e veja cenas reais de roubo e morte  de vitimas de assalto.




e. Assista a filmes violentos, especialmente os do tipo gore, as pessoas que assistem esses filmes são comprovadamente menos sensíveis a imagens reais de acidentes fatais, e mortes no geral.




f. Desumanize os criminosos, esqueça a bobagem de roubar por necessidade, crime famélico (roubar por necessidade) pois isso não existe na sociedade, uma vez que tem vários abrigos e instituições que fazem distribuição de alimentos e caridades. 

 
Nos EUA os manuais com  termos para preparadores sobrevivencialistas chamam predadores humanos de Zombies.

O crime em nossa sociedade é cultural, visando, prestigio, poder e bens então desumanize a ideia de criminosos e crime uma concepção imagem do que são monstros que mataram e estupraram a sua família se pensar demais na hora de apertar o gatilho.






5. Obras indicadas:



Livros:







Filmes:










 
6. Conclusão


John Wick realmente sabe usar a droga de um lápis.


Como vimos acima não adianta apenas nos prepararmos fisicamente para o combate urbano. Um preparador, sobrevivencialista e combatente urbano tem que programar a sua mente para o pior cenário possível. Para que tenha respostas prontas, efetivas e brutais. Dave Grossman pesquisou e desenvolveu técnicas ao longo da sua carreira que auxiliam o combatente, a ser mais assertivo não vendo o inimigo como um igual pensando apenas automaticamente na missão: neutralizar o perigo e proteger sua vida, sua família e seus bens. Logicamente tudo isso respeitando a lei dentro dos quesitos legitima defesa e estrito cumprimento do dever legal. Então comece agora a combinar as dicas acima com seu treinamento físico de combate para que único mente e corpo se torne um guerreiro efetivo e completo.





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Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

  

Colaboração:

Dr. David S.

 

 


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